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Elizeu Gomes:
No Rio Grande do Sul

 

16/04/2008 15:10:27
A PILCHA TRADICIONAL DOS GAÚCHOS BRASILEIROS!
 
A Pilcha Gaúcha e a Identidade Cultural do Povo Sul-brasileiro!
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A PILCHA TRADICIONAL DOS GAÚCHOS BRASILEIROS

 

 

A falta de informações tradicionalistas básicas aliada à imposição de modismos pelos mercados exploradores do Regionalismo Gaúcho Sul-rio-grandense são aspectos que há muito têm contribuído para o mau uso da Pilcha Gaúcha de Honra do Estado do Rio Grande do Sul, oficializada pela Lei Estadual Nr. 8.813, de 20.01.1989.

 

Por consequência, a desnaturação cultural regionalista-tradicional  sul-rio-grandense alastra-se no próprio Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, embora seja dessa Instituição Cultural a responsabilidade pelas ações de culto, zelo, cultivo, defesa, efetiva preservação, retransmissão e correta divulgação - para o Rio Grande, o Brasil e o mundo -, do antigo e rico Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul.

 

É ao MTG Brasileiro que cabe a tarefa de bem orientar suas Entidades Tradicionalistas filiadas, seus respectivos públicos internos e seus frequentadores à respeitosa observância de suas Diretrizes Culturais para o uso correto da autêntica Indumentária Regional, Típica e Tradicional dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul.

 

Portanto, de posse dos conhecimentos tradicionalistas adequados certamente que todos aqueles que passarem a portar o Traje Típico e Tradicional dos Gaúchos Sul-brasileiros poderão evitar as muitas incoerências regionalista-tradicionais sul-rio-grandenses e as inúmeras impropriedades tradicionalistas hoje praticadas, inclusive no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, contra a autenticidade da antiga e campeira Pilcha Gaúcha dos Sulistas Brasileiros 

 

 

Assim, o traje que deve ser usado nos dias de hoje é aquele considerado como atual, isto é, o previsto nas Diretrizes do Tradicionalismo para o uso adequado da Pilcha Tradicional dos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, formado na Era da Bombacha - a partir de 1870 - e baseado nas pesquisas de folcloristas como Paixão Côrtes e Barbosa Lessa, cujos estudos foram desenvolvidos pelo interior do Estado do Rio Grande do Sul, após o movimento de resgate do Patrimônio Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense, iniciado no ano de 1947, na Capital de Todos os Gaúchos Brasileiros: Porto Alegre-RS. 

 

 

Os demais trajes históricos são folclóricos, antigos e há muito em desuso, não fazendo mais parte da atual Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul. Fazendo parte do passado, e não mais do momento presente, essas indumentárias históricas, assim como as Danças Folclóricas Sul-rio-grandenses, integram o Patrimônio do Folclore Gaúcho Morto do Rio Grande do Sul.

 

Por esse motivo é que ambas - pilchas e danças do Folclore Histórico do RS - não podem ser consideradas como Tradicionais, diante da ausência de retransmissão espontânea, contínua e preservada, de pais para filhos, pelo tempo e pelo povo interiorano do Pampa Sul-brasileiro, até os dias atuais.

 

Por isso, todas as indumentárias anteriores ao Ciclo da Bombacha, iniciado com o final da Guerra do Paraguai (1870), não devem ser ostentadas em bailes, desfiles ou quaisquer outros eventos tradicionalistas gaúchos, a menos que as referidas Pilchas Históricas estejam a fazer parte de uma mostra cultural ou de uma determinada apresentação artística. 

 

Dessa forma, Prendas Gaúchas Tradicionalistas não devem vestir os chamados trajes alternativos, pois estes não são vestimentas tradicionais da Mulher Gaúcha Sul-brasileira nem integram a atual Pilcha Gaúcha Feminina Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul. E nem as Prendas Gaúchas do MTG Brasileiro devem portar bombachas, uma peça essencialmente masculina na Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do RS, a não ser com o único fim de participar de uma prova campeira dos Rodeios Crioulos da Tradição Regional do Rio Grande do Sul, ou de uma cavalgada campestre não oficial; e tão pouco devem as Prendas Gaúchas Brasileiras usarem o chiripá, pelos motivos acima expostos.

 

É o Vestido de Prenda ou o conjunto Saia Campeira e blusa, com ou sem casaquinho - observando-se a faixa etária da prenda -, acrescida de sapatilhas e bombachinhas (uma espécie de bermuda, que vai até o joelho), a Pilcha Gaúcha Tradicional representativa das Antepassadas Mulheres Interioranas do Pampa do Rio Grande do Sul.

 

É esse o Traje Regional Feminino compatível com a antiga Tradição das Mulheres da Campanha do Rio Grande do Sul, esposas, mães e administradoras dos lares gaúchos do final do século XIX, quando também afirmou-se a bombacha como uma peça regional típica da Tradição dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro; dos antigos residentes da região pampeana do Rio Grande do Sul. É, portanto, o Vestido de Prenda a atual Pilcha Gaúcha da Mulher Tradicionalista Brasileira! 

 

 

Quanto à Pilcha Gaúcha Tradicional dos Gaúchos Brasileiros, fundada no Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense - a região do Pampa do Rio Grande do Sul - esta constituída está de outros apetrechos como: 

  • botas de cano alto, russilhonas;
  • bombacha (calça larga, nunca a calça corrida, justa, com alças no cós para as cintas urbanas e importadas!); 
  • guaiaca (cinturão largo com bolsas para o relógio, o dinheiro em papel e em moedas, e um coldre para o revólver), nunca a cinta urbana, a "guaiaca freio de ouro" do mercado crioulista ou a "rastra" platina!; 
  • camisa de mangas compridas, sóbria, de cor clara, amena, comedida, neutra, nunca xadrez nem preta (cuja cor, na Tradição Regional do RS, é só para os casos de luto) nem de cores berrantes, fortes, como a vermelha, a verde, a azul, a amarela, e outras de tons contrastantes, vibrantes, vivazes; 
  • lenço de pescoço nas cores vermelha, branca, azul, verde, amarela ou carijó, com pontas de 25 centímetros a partir do nó, sem o uso de "anel de lenço", peça oriunda dos texanos e levada para a região da Serra, mas não repassada, de pais para filhos, por Tradição, na região do Pampa do Rio Grande do Sul: o Núcleo da Formação da nossa Antiga e Regional Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense (o lenço de pescoço, como a própria denominação revela, é de pescoço, não de ombros, de meia-espalda ou com triângulo formado nas costas; nem virados para o lado nem pitocos, de cores pretas ou estampadas, pois tudo isso não faz parte da atual Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, por serem tais usos do Folclore Morto, antigo, há muito em desuso, ou por serem meros "modismos das marionetes" do mercado musical); 
  • chapéu de feltro, nunca de couro, de tons escuros e com aba de no mínimo 6 centímetros, com copa baixa e tapeado na testa, nunca com aba frontal caída nos olhos e abas laterais viradas para cima, no estilo country texa-sertanejo. É de se observar que, por uma questão de Tradição Regional do Rio Grande, fundada na educação dos Antepassados Interioranos do Pampa Sul-brasileiro, não se usa qualquer tipo de cobertura à cabeça nos recintos fechados, cobertos, muito menos, ainda, dentro dos salões dos Centros de Tradições e demais Entidades Tradicionalistas filiadas ao MTG Brasileiro, especialmente no ato de dançar, o que representa uma abominável aberração regionalista-tradicional sul-rio-grandense e uma gigantesca impropriedade tradicionalista gaúcha brasileira!

Outras peças da Pilcha Gaúcha Brasileira, de acordo com a necessidade, a ocasião e as orientações culturais do Tradicionalismo:

- a faca (nunca usada em bailes ou no ato de dançar);

- o pala (não se deve usar na dança);

- o poncho e a espora (não se dança de poncho nem de esporas);

- o tirador (uma peça da indumentária campeira, que não deve ser ostentada em salões de bailes ou outros eventos sociais em que se exige a Pilcha Gaúcha de Honra do RS); - a faixa (do uso do gaúcho fronteiriço);

- a japona (deve ser observada, também, a orientação para a sobriedade, as cores claras, não berrantes);

- o colete (no estilo gaúcho sul-rio-grandense, nunca no estilo texano; usado somente para ocasiões formais, no mesmo tom da cor da bombacha ou no máximo com um sobre-tom; e nunca nas práticas campeiras, por fazer parte o colete tradicional gaúcho sul-rio-grandense apenas do traje social equivalente à fatiota dos citadinos);

- o paletó (de igual sobriedade, evitando-se o xadrez e as cores pretas e vivazes).

 

Organização: José Itajaú Oleques Teixeira

BOMBACHA LARGA: na luta pela preservação das autênticas Tradições dos Gaúchos Sul-brasileiros!

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