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Os Oliveiras:
Obrigado, Patrão Velho - de Raimundo José e Leonir

 

31/12/2007 15:49:34
POR UMA FESTA GAUCHESCA DE PASSAGEM DE ANO!
 
Chimarrão do Ano Novo:
simbolismo e Tradição do Rio Grande do Sul!
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Um

No Embretar do Ano-decorrido e no Enfrenar do Ano-novo os Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, em vez de Réveillon – despertar, em francês – poderão comemorar a FEGAPA: a Festa Gauchesca de Passagem de Ano.

O Tradicionalismo, por suas Entidades Culturais filiadas, com o fim de cumprir a sua Filosofia de Atuação, prevista basicamente na Carta de Princípios do sistema Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, em observância à recomendável autenticidade regionalista-tradicional gaúcha sul-brasileira, pode e deve, assim como o fazem na mesma época quase todos os clubes sociais, ofertar ao seu público interno um evento comemorativo da transição do ano que se encerra para o Ano-novo que desperta.

Naturalmente que essa comemoração dar-se-á no estilo gauchesco, antigo, tradicional, do Estado do Rio Grande do Sul, evitando-se todos os superficialismos utilizados e incentivados, atualmente, pela indústria do Réveillon. A Festa Gauchesca de Passagem de Ano, portanto, não terá qualquer intuito econômico-financeiro, comercial ou politico-eleitoreiro. 

Na Festa Gauchesca de Passagem de Ano haverá Fandango Gaúcho Tradicionalista. O Conjunto Musical e os participantes estarão respeitando a Filosofia de Atuação do Tradicionalismo e o antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Rio Grande do Sul.  

Assim, todos apresentar-se-ão corretamente pilchados com a típica, adequada e tradicional Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do RS, conforme as Diretrizes do MTG para o Uso da Indumentária dos Antepassados Pampeanos Sul-rio-grandenses. E a música a ser executada será a gaúcha regionalista-tradicional, composta pelos conteúdos morais e tocada no ritmo genuíno e no compasso tradicional gauchesco e fandangueiro do Estado Garrão-sul do Brasil. 

 

A mesa da Festa Gauchesca de Passagem de Ano estará composta com os pratos típicos da culinária regionalista-tradicional, as bebidas e as frutas da Terra Gaúcha Sul-brasileira. 

E nas comemorações da FEGAPA não haverá fogos de artifício, ato politicamente incorreto diante dos prejuízos que traz ao meio ambiente, cuja poluição ambiental afeta desde bebês, idosos, doentes, até cães, pássaros e peixes, em decorrência da sua ruidosa sonoridade e dos elementos químicos componentes desses referidos artefatos pirotécnicos. E na decoração das mesas e do ambiente local das comemorações dessa Festa Gauchesca não haverá outra motivação que não aquela sintonizada com as autênticas, antigas, campeiras e regionais Tradições do Povo Gaúcho do Pampa Sul-brasileiro.  

Na Passagem do Ano os gaúchos brasileiros poderão, também, celebrar a Despedida do Ano-decorrido e o Despertar do Ano-novo com os ótimos vinhos e os espumantes da Serra ou da Fronteira Gaúcha Sul-rio-grandense e, ainda, com a bebida símbolo do Rio Grande do Sul: o chimarrão.  

Com o mate-amargo evita-se os excessos na ingestão de álcool, comuns nessas Festas de Fim de Ano, com sérios prejuízos para a saúde, a integridade física e a vida de muitos brasileiros.  

 

Quanto ao Mate do Ano-decorrido, este poderá representar um simbolismo bem gauchesco e regional, sendo sorvido até o momento da passagem de ano, à meia-noite. Para aqueles que o incorporar poderão dar-lhe o respectivo sentido, dizendo:

 Ao sorver o chimarrão
deste Ano-decorrido
sinto estar ungido
com a graça divina
e a luz clara, cristalina,
que iluminava o clã
da raça nativa e irmã,
dona da grande "Ibi":
a brava Nação Guarani,
no ritual de sua Erva de Tupã!
  

A partir da Virada do Ano, o Chimarrão do Ano-novo será renovado pela Erva da Esperança. Ressurge, nesse gesto, o vigor necessário para que o gaúcho possa enfrentar mais um ano que chega e que se soma à sua Existência Terrena. Contudo, o Ano-decorrido jamais será menosprezado. Ao contrário, no Último Chimarrão do Ano estaremos agradecendo a seiva verde que nos nutriu ao longo dos 365 dias passados, proporcionando-nos, com a Energia de Tupã, saúde e força para que pudéssemos comemorar, de corpo presente, mais uma Festa Gauchesca de Passagem de Ano. Com o Último Chimarrão do Ano-decorrido estamos reconhecendo a importância que o Ano Passado teve na nossa Tropeada Terrestre, mediante o simbolismo dessa que é a bebida símbolo do Rio Grande do Sul: o chimarrão!    

Ao primeiro gole do Mate do Ano-novo pedimos ao Deus da Erva Guarani - o Patrão Velho das Alturas - não as riquezas materiais, mas a saúde para que possamos continuar na nossa Missão Terrena; não a felicidade, mas o exercício das Retas Ações que certamente nos levarão a ela!

E assim o Vivente poderá reverenciar o Mate do Ano-novo, dizendo: 

 Ao sorver o chimarrão,
o Mate do Ano-novo,
revigoro-me de novo
com a Erva da Esperança,
buscando força e confiança
para cumprir o trajeto,
com a benção do Arquiteto,
Patrão Velho do Universo;
por isso ele e meu verso
trazem no seu sabor o afeto!

Enfim, na Festa Gauchesca de Passagem de Ano celebra-se não só a chegada de mais um Ciclo de Vida - um ano de 365 dias, do Calendário Gregoriano -, mas principalmente o fato de estarmos encerrando o Ano Que Passou com mais experiência e em melhores condições para continuarmos cumprindo a nossa jornada nesta Passagem Terrena, percorrendo os novos caminhos que o Ano Novo nos traz.  

Dessa forma, o gaúcho, por primeiro, agradece o privilégio de ter vivido até o dia 31 de dezembro; depois, recepciona o Ano-novo que desperta e que o permitirá dar continuidade à Tropeada da sua Vida Terrena: uma Dádiva Divina a ser valorizada não só ao final de cada ano, mas a cada dia e a cada momento da Existência de cada um de nós!

 

José Itajaú Oleques Teixeira
BOMBACHA LARGA: na luta pela preservação das autênticas Tradições dos Gaúchos Sul-brasileiros!

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