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Pampa e Guitarra:
Baile de Campanha, de José Mendes
 

 

Buenas, Vivente! O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita, reafirmando o seu propósito de seguir lutando pela preservação das autênticas tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro! Pois como asseverou o Patrono do Tradicionalismo, João Cezimbra Jacques, "povo sem tradição é como uma árvore sem raízes". Sejas bem-vindo, chê!
 

ATENÇÃO! Prezados visitantes! O sítio Bombacha Larga informa que está, desde 30 de janeiro de 2007, reprisando as matérias publicadas anteriormente. Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a todos!

15/12/2005 21:03:48
O BAILE GAUCHESCO TRADICIONALISTA DA 1a RONDA CRIOULA!
 
Fandango Tradicionalista Gaúcho: valorização da Pilcha de Honra,
do ritmo, do compasso musical e do conteúdo moral da Tradição
dos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!
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Integrando o rico Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul, de propriedade dos Sul-rio-grandenses, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro, encontra-se a Pilcha Oficial e de Honra do Estado Sulino, oriunda dos antepassados gaúchos interioranos do Pampa Sul-brasileiro! Porém, apesar de essa vestimenta regionalista-tradicional ser uma propriedade material do Estado e do Povo do RS, ainda hoje muitos sul-rio-grandenses sentem vergonha desse símbolo da Identidade Cultural dos Gaúchos Sul-brasileiros. Entretanto, para tudo há uma explicação. Em um país tropical como o Brasil, a elite, nela incluídos os fazendeiros, vestia-se como se vivesse em plena Europa. Se depois, em 1937, o presidente Getúlio Vargas, com medo dos regionalismos, mandou queimar em praça pública as bandeiras dos Estados Brasileiros. Se com esse ato queimados foram também os usos e os costumes regionalista-tradicionais dos gaúchos sul-rio-grandenses, dentre estes a indumentária tradicional dos pampeanos sul-rio-grandenses. Se em seguida vieram os gringos norte-americanos, incutindo na ideia dos Tupiniquins Sul-brasileiros, por interesses comerciais, que a forma de vestir do gaúcho da região Sul do Brasil era coisa de grosso. E é claro que para o modo de trajar de seus caipiras texanos não valia a mesma regra. Pronto! Até hoje muito gaúcho campeiro e morador do interior sul-rio-grandense não veste uma bombacha, para não correr o risco de ser chamado de grosso, embora texanos e outros povos continuem a valorizar o que é seu, de suas respectivas terras, sem trauma algum. E ninguém considera o Príncipe Charles um grosso ao vê-lo trajado com o kilts, o tradicional saiote escocês. E certamente ninguém verá aquele integrante da nobreza real inglesa ostentar essa indumentária de seus velhos clãs em tecidos lisos ou em cores e dimensões diferentes, pois se aquele uso faz parte de uma antiga Tradição ele deve continuar sendo repassado às novas e futuras gerações tal qual fora recebido dos mais antigos. Já por aqui, usar a vestimenta tradicional que nossos antepassados do Rio Grande nos legaram é um verdadeiro sacrilégio. Nem os políticos se atrevem a ostentar na Semana Farroupilha uma Pilcha Gaúcha típica, regionalista-tradicional, Oficial e de Honra do Estado do Rio Grande do Sul, conforme a própria legislação sul-rio-grandense determina (Lei 8.813/89). Um representante do Povo Sul-rio-grandense, culto e de fino trato, não poderia jamais correr o risco de vir a ser taxado de grosso! Além de tudo, não poderia perder os votos de um grande contingente de envergonhados das coisas de seu rincão! O melhor, mesmo, é continuar se apresentando nos palanques das praças de terno e gravata, à rigor, no Dia Maior do Gaúcho Brasileiro! E para relembrar o heróico trabalho desenvolvido pelos jovens de 1947, no resgate das nossas autênticas Tradições Regionais Gaúchas do Pampa do Rio Grande do Sul, estamos postando, a seguir, um texto bastante esclarecedor de Paixão Côrtes: “Embora Porto Alegre fosse a capital gaúcha, há muitos anos tinha banido dos seus bailes o uso da roupa campesina, vivendo os padrões das modas européias. Algo semelhante acontecia com a sociedade rural-urbana do interior que, embora seus moradores fossem ligados à vida pastoril, não lhes permitia, até mesmo em dias não festivos, que entrassem na sede do clube local de bota e bombacha. Daí que “baile à gaúcha”, com conjunto vestido tipicamente e tocando música regional, era um fato estranho às entidades sociais do Rio Grande. Porém, no fandango do Departamento de Tradições Gaúchas do “Julinho”, assim foi feito. O próprio nome que dei ao acontecimento social “Baile Gauchesco da Ronda” repercutiu como inusitado, criando mesmo espécie aos que liam e fixavam os cartazes. Como havia sido programado, no baile fez-se uma hora de arte voluntária: versos improvisados, trovas, declamações, gaitaços e músicas cantadas livremente entremeavam-se a artísticos números bailáveis (chotes, rancheira, meia-canha, mazurca). Serviu-se “pastel-de-carreira” e “café-de-chaleira”. Concursos de trajes gaúchos e de prendas foram realizados, com distribuição de prêmios. Num cenário de ramada, com pelegos, fogo-de-chão e chimarrão, bailou-se até o clarear do dia, espontaneamente, sem show específico, ausente de mirabolantes espetáculos de luzes e cores. A fumaça que tomou conta do ambiente bailável foi motivada pelo churrasco de ovelha que se assou ali, no chão batido do salão. Não era “fumacera” de gelo seco ou outras cositas... O tradicionalismo estava aparecendo, definitivamente, como uma força viva, natural, social, popular e cívica. Neste baile é que se ventilou, entre outros assuntos, a ideia de fundar-se uma agremiação civil gauchesca, cujo líder expositor e defensor desta causa era Barbosa Lessa, mais tarde o criador da importante tese “O Sentido e o Valor do Tradicionalismo”. Neste fandango, o candieiro que viera do altar-cívico do “Julinho” entrou salão adentro do Teresópolis Tênis Clube, conduzido por gaúchos e prendas sob o aplauso da gauchada. Foram recordados, em locuções saudantes, os feitos heróicos do Rio Grande, nossas origens, nossos princípios de liberdade e justiça, que transmitiram-nos os bravos Farroupilhas. À meia-noite do dia 20 de setembro de 1947, encerravam-se as solenidades da 1a Ronda Crioula com grande sucesso. Brotava uma ideia!” (Paixão Côrtes, João Carlos. Tradicionalismo Gauchesco: nascer, causas & momentos. Distribuição gratuita. Ed. Lorigraf: Caxias do Sul, 2001). Por isso, diante do desvirtuamento, da exploração e da corrupção dos verdadeiros Fins Culturais do MTG do Brasil pelos Tradicionali$ta$ de Oca$ião, pelos Calaveira$ da Tradição do Rio Grande, pelos A$$a$$ino$ da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense,  comercialistas e eleitoreiros, é que o MRTGB - Movimento de Reação dos Tradicionalistas Gaúchos do Brasil - organizou o ONTGB - Observatório Nacional do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro. Se quem cala consente, os verdadeiros Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros não se calarão diante desses e dos demais crimes culturais praticados contra o rico Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado Sulino, dos Sul-rio-grandenses, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro, em defesa da preservação das antigas, regionais e autênticas Tradições dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!

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10/04/2013 10:37:06 UMA FESTA CAMPEIRA DA TRADIÇÃO DO RIO GRANDE?
15/03/2013 09:02:03 TRADIÇÃO É PATRIMÔNIO ANTIGO, NÃO ESSA HODIERNA E COMERCIAL EXPLORAÇÃO!
 

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