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Buenas, Vivente! O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita, reafirmando o seu propósito de seguir lutando pela preservação das autênticas tradições do Povo Gaúcho! Pois como asseverou o Patrono do Tradicionalismo, João Cezimbra Jacques, "povo sem tradição é como uma árvore sem raízes". Sejas bem-vindo, chê!
 

ATENÇÃO! Prezados visitantes! O sítio Bombacha Larga informa que está, desde 30 de janeiro de 2007, reprisando as matérias publicadas anteriormente. Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a todos!

18/02/2008 08:01:14
PARA SER TRADICIONALISTA NÃO PRECISA SER GAÚCHO PURA CEPA!
 
Tradição Gaúcha ou exploração do Povo Gaúcho Sul-brasileiro?
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Para empunhar a bandeira do Tradicionalismo Gaúcho e pelear pela preservação da Tradição do Rio Grande, o vivente com algum poder de gestão no meio tradicionalista não precisa ser um gaúcho de pura cepa.  Basta ter hombridade, honrar o fio de bigode da palavra empenhada e respeitar o juramento feito no momento da posse do cargo, coisa que os homens de boa índole ainda o fazem, como faziam os gaúchos de antigamente. E quando falamos em gaúchos, não nos referimos apenas aos nativos do Rio Grande do Sul, mas aos milhares de gaúchos de espírito, dentre eles os que integram o Tradicionalismo Gaúcho organizado. No entanto, o que mais se tem visto hoje, infelizmente, são homens - que perante testemunhas e a Carta de Princípios do MTG assumiram o compromisso de preservar os usos e costumes tradicionais do Povo Gaúcho Sul-brasileiro e de honrar os antepassados que nos legaram essa essência cultural - comportando-se como exploradores e politiqueiros. Como tais, estão eles sempre a procura de mecanismos que os beneficiem e a usar das imoralidades cometidas em nome de um Tradicionalismo que deveriam promover e respeitar. Alguns dos seus procedimentos, inclusive, só podem ser interpretados como atos de má-fé, oriundos de gente de má índole, sem palavra, e que contrariam seriamente os seus compromissos assumidos perante o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. E assim, à frente das Entidades Tradicionalistas, esses “Picaretas da Tradição” seguem mostrando e demonstrando, com atitudes ativas e passivas, que não estão a merecer dos Tradicionalistas nenhuma confiança. E nem alegar inocência eles podem, quando acusados das falcatruas que estão a implementar, já que as inúmeras regras tradicionalistas por eles violadas estão, para quem quiser ver, nos Estatutos da CBTG – Órgão Maior do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro - e dos seus Órgãos Tradicionalistas filiados, os MTGs. Mas mesmo assim, ao agirem como o fazem alguns políticos sem-vergonhas, esperam ficar acima das críticas e tentam, ainda, justificar as suas desmoralizadas ações com argumentos falhos, insustentáveis e suspeitos. Ao contratarem, por exemplo, os grupos musicais da tchê music explicam, descaradamente, que assim o fazem porque o público pede!  Pergunta-se: qual público? Se for o “público tradicionalista”, o que fica provado é apenas o desvio de finalidade das Entidades da Tradição, pois nos CTGs deveriam ser cultuados os usos e os costumes autênticos dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul. Se nos Rodeios Crioulos permitem que peões gaúchos realizem provas campeiras usando bombachas estreitas, argentinas; cintas e rastras; lencinhos minúsculos, estampados, feitos com sobras de tecidos de cuecas; boinas castelhanas ou australianas; peças estas totalmente contrárias às regras tradicionalistas do MTG, estão é a envergonhar e a desrespeitar a Tradição Gaúcha e àqueles peões que portam a correta pilcha gaúcha do Rio Grande do Sul. Se deixam o Rodeio Crioulo a mercê de qualquer moda e cada vez mais parecido com os Rodeos norte-americanos, como não aceitar críticas? Se cometem a barbaridade de anunciar eventos alienígenas ao Tradicionalismo, como no caso das montarias em touros, touradas, vacas mecânicas, ainda pretendem aplausos? Preocupando-se em “integrar” Tradicionalismo com Carnaval, botando, literalmente, o bloco do CTG na rua, ainda acham que estão certos? Se institucionalizam melodias estranhas, com músicos que são de outras plagas, cantando músicas que não se identificam nem com o solo brasileiro - embora os mesmos se utilizem da pecha música sertaneja brasileira -, dentro dos Rodeios Crioulos Gaúchos, ainda não querem ouvir os protestos legítimos dos Tradicionalistas Gaúchos de verdade? Se permitem, dentro dos CTGs, prendas com barrigas de fora; decotes que, muitas vezes, mostram o umbigo, e usando calças leggue tão justas que aparece até a divisa das duas fronteiras – Brasil e Argentina -, ainda acham que preservam a Tradição de Todos os Gaúchos Brasileiros? Se permitem que suas Invernadas de Danças façam Rodas de Samba ou batuque dentro do CTG, querem ser, ainda, respeitados como Tradicionalistas Gaúchos? Se tudo isso é permitido a qualquer vivente, pois conforme o gosto é o regalo da vida, essas ações não podem, de maneira alguma, serem admitidas dentro dos sagrados ambientes culturais dos Centros de Tradições Gaúchas! Portanto, para ser um Tradicionalista não precisa ser Gaúcho Pura Cepa; basta ter honra e orgulho de ser gaúcho e, principalmente, honrar a sua palavra empenhada, o seu fio-de-bigode! (do colaborador e Mangrulho do ONTG na Região Sul do Brasil - Ademir Canabarro: um Missioneiro!) 

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02/05/2008 23:49:13 José Itajaú Oleques Teixeira - Brasília / DF - Brasil
Prezada Prenda Simone. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Com relação ao teu entendimento, no que se refere ao uso da bombacha feminina pela Prenda Tradicionalista Gaúcha, logicamente que o respeitamos. Contudo, dele não podemos compactuar. Em sendo a bombacha uma peça do vestuário masculino, o uso dela por uma prenda só se justifica para a prática de alguma prova campeira, mas jamais para dançar em um Centro de Tradições Gaúchas. Essa nunca foi, não é e - de acordo com a Filosofia do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado - jamais poderá ser tida como tradição da mulher gaúcha do Rio Grande do Sul. O uso da bombacha por uma Prenda em Baile de CTG, p. ex., pode ser muito interessante para o mercado que vende à mulher, além dessa peça, também a cinta, a bota, o lenço e outras mais, como boinas, chapéus, etc., mas isso é um atentado contra os fins do Tradicionalismo e da sua Carta de Princípios, que dentre outros objetivos visa preservar a autenticidade dos usos e costumes tradicionais do Povo Gaúcho Sul-brasileiro. E naturalmente que usar bombacha nunca foi tradição da mulher gaúcha sul-brasileira. Portanto, essa deturpação (exploração comercial) vai de encontro aos fins de qualquer Entidade realmente Tradicionalista Gaúcha. É claro que cada um usa o que quer, como quer e quando quer. No entanto, para quem se diz Tradicionalista há que conhecer, aceitar e praticar a Filosofia Tradicionlista de culto, defesa, preservação e correta divulgação da autêntica Tradição do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense. Caso contrário teremos "modistas", não Tradicionalistas; "Centros de Transfiguração Gaúcha", não CTGs; "Movimentos de Modificação Gaúcha", não MTGs. É claro, também, que não a culpamos por isso, mas aos que não a formaram uma Tradicionalista Gaúcha, embora tenham essa incumbência cultural; aos que apenas visaram a um eventual retorno financeiro, derivado da tua presença em alguma dessas Entidades "Tradicionalistas"; àqueles que se vestem, se mostram e se dizem Tradicionalistas Gaúchos, mas que na realidade não passam de Calaveras da Tradição. Certo é que esses nem gaúchos nem tradicionalistas são ou serão. Sugerimos a essa prezada visitante, por oportuno, que leias o Estatuto Social desses CTGs, do MTG correspondente e a Carta de Princípios que embasa todo o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro e depois respondas a seguinte pergunta: será que poderia a mulher tradicionalista gaúcha dançar em um CTG trajando uma bombacha? Caso encontres alguma previsão que autorize esse ato, estejas certa de que ela é indevida, incoerente e ofensiva aos postulados filosóficos do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. E com o fim de esclarecer aos nossos demais visitantes, enfatizamos a todos que aos integrantes do Tradicionalismo a honra da Tradição Gaúcha Brasileira deve se dar em sintonia com os seus fins institucionais e culturais, não com o jeito particular de cada um dos seus integrantes, o que só poderia justificar-se no âmbito das Entidades Comercias, não das Culturais; dos Centros de Tradições Gaúchas filiados aos MTGs. O Patrimônio Cultural Regional dos Gaúchos Sul-brasileiros, por ser um bem público pertencente a todo o Povo Gaúcho Brasileiro, está acima das preferências pessoais ou dos interesses comerciais; dos modismos de alguns. Por isso, essa rica herança cultural sul-brasileira deve ser preservada e cultuada com o devido respeito aos seus demais donos, sob pena de se estar cometendo um crime lesa-cultura grave, o que, naturalmente, caracteriza uma lesão aos direitos dos verdadeiros Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros. Muito obrigado pela importante participação neste espaço cultural tradicionalista gaúcho! Saudações Tradicionalistas e um respeitoso quebra-costelas cinchado a essa prezada Prenda Gaúcha do Estado do Paraná!
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02/05/2008 16:58:36 simone - curitiba / PR - Brasil
Bom o site e um dos melhores que eu já visitei, mas não concordo com vocês que prenda tem que andar só de vestido, para honrar a tradição. Eu ando de bombacha feminina que é que nem uma calça e qquando usei vestido não me senti bem. Vou pra baile pra dançar e faço a maior bagunça e uso calça jeans, bota campeira e blusinha, mas não mostrando a bariga. Sou de CTG e laço. Nós honramos A TRADIÇÃO SIM, mas do nosso jeito.
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11/03/2008 20:17:51 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Wilson Conde. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Permita-nos, apenas, fazer uma correção: podes te considerar gaúcho, sim, e mais gaúcho que muitos que nasceram nos pagos do nosso Rio Grande do Sul, mas que não honram a cultura regional da sua Terra! E mais gaúcho que muito "tradicionalista" que vive dentro do Tradicionalismo, mas que, por dinheiro, desvirtua aquilo que deveria preservar! Gaúcho, prezado Wilson, não é aquele que nasce no Rio Grande do Sul, mas quem tem esse espírito gauchesco e essa identificação com o jeito gaúcho de viver dos campeiros sulistas brasileiros. Parabéns pela valorização das autênticas Tradições Gaúchas dos Sulistas do Brasil! Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado!
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11/03/2008 18:54:25 WILSON CONDE - VARZEA GRANDE / MT - Brasil
Não sou gaúcho nato, mas cultuo a tradição gaúcha. Tenho várias bombachas (pilcha completa). Minha esposa tem vários vestidos de prenda. Dançamos quase todos os rítmos gaúchos. Gosto de um churrasco de escorrer graxa pelos beiços. Tenho verdadeira paixão pelos costumes gaúchos, e me orgulho muito disto!
Sítio: *****
26/02/2008 18:17:36 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Juarez. Estamos certos de que esse colaborador entende que este espaço cultural tradicionalista gaúcho tem a grande responsabilidade de levar aos seus visitantes as informações mais coerentes possíveis com as propostas iniciais do Heróico Grupo dos Oito, de 47. Aqueles jovens que resgataram e organizaram o Tradicionalismo Gaúcho com o fim de cultuar, preservar, defender e divulgar as autênticas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul. Entre eles o grande Glaucus Saraiva, autor da Carta de Princípios do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, com o fim de manter o mais fiel possível, pelo tempo, esse patrimônio cultural regional do Sul do Brasil. Por isso é que o Movimento Tradicionalista Gaúcho não pode estar a mercê dos interesses político-partidários ou comerciais, nem ficar acolherado com qualquer poder público, pois é por aí que a coisa começou a desandar e é por aí que o Tradicionalismo está se indo "a la" chirca. Naturalmente que continuaremos com as nossas diferenças, como por exemplo quanto ao uso da "rastra", peça não considerada tradicional do Rio Grande. Porém, o importante é que a consciência tradicionalista esteja sempre no rumo de toda e qualquer ação a ser empreendida no âmbito do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro. Agradecendo a relevante participação desse Patrão, aproveitamos o ensejo para enviar a esse Xiru as nossas Saudações Tradicionalistas Gaúchas e o nosso quebra-costelas cinchado, extensivos a todos os integrantes do Centro de Tradições Gaúchas Parceiros da Ilha, da antiga Nossa Senhora do Desterro e capital da linda e Santa Catarina, a Ilha de Florianópolis!
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26/02/2008 16:23:51 Juarez Mombelli - Florianópolis / SC - Brasil
Ilmo. Sr. José Itajaú Oleques Teixeira, respeitosamente me despeço deste ilustre debate chegando ao nível maior de compeensão e respeito de seu ponto de vista; como já o fiz anteriormente irei focar alguns pontos; históricamente falando aprendi a respeitar os mais vivenciados e principalmente pessoas que tem em sua vida alto grau cultural, sendo assim volto a lhe informar que em 1845 na antiga São José da Terra Firme realizou-se o Primeiro Rodeio Crioulo com fontes históricas, assim quando me refiro a Movimento Tradicionalista organizado deixei bem claro desde o princípio que estou me dirigindo a "todo e qualquer" espécie de tradição gaúcha, desde o churrasco no galpão crioulo de 1979 até a roda de chimarrão, hoje a tarde. Em momento algum pretendi comparar ou "integrar" de forma definitiva nenhum costume regional aos valores tradicionais; contudo acredito sim que não existe totalidade de certo ou errado no que diz respeito ao regionalismo; que as diretrizes da tradição sejam cada vez mais estreitas e firmes, que os aproveitadores sejam banidos e que os falsos tradicionalistas desapareçam; seja no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná ou qualquer outro lugar que existam individuos gaúchos. Apresento aqui meus mais profundos agradecimentos por ter podido participar deste espaço democrático e levarei comigo e para os meus a certeza que existem "gaúchos pura cepa" seja de "rastra ou guaiaca" e estes irão sempre manter acesa a chama crioula, para que as futuras gerações possam conhecer a verdadeira Tradição Gaúcha". Atenciosamente Juarez Mombelli Patrão do C.T.G. Parceiros da Ilha, Florianópolis, Santa Catarina.
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26/02/2008 15:02:49 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Juarez. Novamente agradecemos a tua importante participação. Ela é muito importante para este espaço cultural tradicionalista gaúcho. E é com o compromisso de bem elucidar aos nossos futuros visitantes que, mais uma vez, respeitando o teu entendimento, iremos refutar alguns pontos do teu mais recente comentário: 1) antes de 1947 não havia Tradicionalismo Gaúcho organizado, mas tão somente algumas ações esporádicas, mais literárias do que propriamente práticas; ações organizadas só vieram a se concretizar com a fundação do referido Departamento de Tradições Gaúchas do “Julinho”, criado por Paixão Côrtes, Barbosa Lessa e outros, cuja destinação era a de “estimular o desenvolvimento, por meio de reuniões culturais, sociais e recreativas, da belíssima tradição de nossos heróis do passado, incentivando a nossa juventude a que eleve sempre, e cada vez mais alto, a chama do amor à pátria”. Iniciava-se, assim, no mês de agosto de 1947, o Tradicionalismo Gaúcho organizado, redundando, no ano seguinte, na fundação do primeiro Centro de Tradições Gaúchas, o 35 CTG, de Porto Alegre; e a fundação de muitos outros resultou no maior movimento cultural das Américas, o atual Tradicionalismo; portanto, em 1848 não existiam Tradicionalistas organizados, da forma como se dá a partir de 1947; 2) tens toda a razão; por não seguirem a Filosofia Tradicionalista – com algum interesse, naturalmente – é que os responsáveis do Tradicionalismo Gaúcho organizado cedem aos capitalistas destruidores da cultura regional gaúcha; e não estamos dizendo que eles não o possam fazê-lo, apenas que dentro do Movimento Tradicionalista Gaúcho não deveriam, por ser ele um Movimento Cultural preservacionista, conservadorista, com objetivos e fins estatutários voltados para a preservação do patrimônio sociológico do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense, em todos os seus aspectos cultural-regional-tradicionais; 3) discordamos do prezado colaborador, no que se refere à proposta de fechamento do galpão Recanto Gaúcho, inaugurado no mês de novembro de 2001, no interior da sede da Assembléia Legislativa do RS. Não é um pequeno galpão, de 36 m2, supostamente levantado em nome dos interesses culturais do MTG/RS, mas com fortes suspeitas de uso político-partidário e também comercial, dentro de um poder eminentemente político – o que vem a contrariar a própria Carta de Princípios do MTG – que irá se igualar ao feito histórico dos Heróis de 47; se o tal Recanto Gaúcho era, assim, tão tradicionalista, porque então aquele espaço servia para divulgar, por meio do Projeto Mateadas, na TV Assembléia, artistas que não nunca foram, não são e jamais serão Tradicionalistas Gaúchos - despilchados, pilchados em desacordo com as diretrizes do Tradicionalismo, e executando ritmos não contemplados no Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, como a "musica" dos "Tchês", por exemplo? Perguntamos, ainda: isso é fazer Tradição? Aquele espaço físico era, verdadeiramente, um representante do Tradicionalismo Gaúcho, ou seria apenas um reduto para as ações oportunistas de determinados políticos e outros mercadistas do meio musical, por exemplo? 4) os Tradicionalistas que deveriam orientar, conduzir e fiscalizar as ações nada tradicionalistas das suas Entidades Tradicionalistas filiadas continuam onde sempre estiveram: no cargos da CBTG e suas Entidades Federativas, os diversos MTGs regionais do Brasil. O que podemos nos perguntar é: será que eles estão cumprindo com as suas altas responsabilidades diante da Cultura Reginal do Rio Grande do Sul ou podem ser, também, classificados de “assassinos da cultura regional gaúcha dos campeiros do Rio Grande", quando permitem maxixe, tchê “music”, montaria em touro; quando estimulam às prendas gaúchas ao uso da bombacha, traje essencialmente masculino, e ao uso de chapéus, rastras, cintas, botas, lenços, em atendimento aos grandes interesses comerciais de alguns amigos, dentro do ambiente "tradicionalista gaúcho"? Será que podem ser considerados Tradicionalistas aqueles que estão no Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro atrás de voto e de “oportunidades” outras, ou seriam esses apenas e tão somente Picaretas da Tradição? Até quando a Identidade Cultural dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul agüentará essa exploração, essa corrupção cultural generalizada em um Movimento destinado a preservar o rico patrimônio cultural regional dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande? Podemos dizer que há Ética Tradicionalista nessas ações vivenciadas no Tradicionalismo Gaúchos do Sul do Brasil? Enfim, é como diz o ditado: "a má ovelha deita o rebanho a perder...". Saudações Tradicionalistas e um forte quebra-costelas a esse Xiru!
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26/02/2008 11:33:34 Juarez Mombelli - Florianópolis / SC - Brasil
Ps: quando me refiro MTG "qualquer" estou dizendo MTG/RS, MTG/SC, MTG/MT e ou qualquer MTG desde mundão a fora.
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26/02/2008 11:30:26 Juarez Mombelli - Florianópolis / SC - Brasil
Caro Sr. José Itajaú Oleques Teixeira, realmente estamos promovendo direta ou indiretamente momentos de reflexão ao defender-mos nossos pontos de vista, agradeço desde já tal situação de crescimento pessoal e incluo os que por ventura um dia se interessarem pelo assunto, muito embora ao aprofundar meus conhecimentos hostóricos fico cada vez mais convencido de que estamos falando a mesma coisa contudo utilizando de vocabulário distinto. 1)Em 1947 surgindo o "Departamento Tradicionalista" formatado por um grupo de estudantes Rio Grandenses iniciou-se históricamente uma fase em que atradição gaúcha passaria da clandestinidade e ou submissão para um movimento regidos por estatutos. Fatos históricos de grande valia, mas vou aprofundar um pouco, quando me refiro a tradição busco o início, quem sabe sobre aquele velhinho que estava acompanhando a beira da cerca as atividades desenvolvidas lá por volta de 1845 na cidade de São José/SC onde foram apresantados ao nosso regente Dom Pedro II hábitos e costumes tradicionais gaúchos. Agora imagina só, se em 1845 já existiam tais tradicionalistas organizados creio eu que a tradição de dança, vestuário, lida campeira e gastrônomia deva ser muito, mas muito antigo, então para resumir meu comentário. Quando estou falando de tradição vou muito mais além de uma CBTG ou MTG qualquer, agradeço por existirem e mais, graças a estas pessoas interessadas em preservar a tradição é que até hoje possuímos cultura, mas não deixo de cobrar aqui o fato de que os "capitalistas" somente fazem o que fazem por conivência dos orgãos responsáveis. 2) O Rio Grande do Sul está passando por uma fase onde seus representantes no poder público estão envergonhando a cultura, tanto que mandam demolir um espaço que no futuro deverá ser lembrado com tanto apreço quanto a data de 1947, o "Recanto Gaúcho" daqui a muitos anos terá se permanecer em pé valor cultural impagável. 3)O Rodeio Crioulo de Vacaria só está como está por que alguém deixou, pois existem regras para a realização destes eventos, pergunto, "onde estão os tradicionalistas de pura cepa" que permitiram tais absurdos? - - - Agradeço novamente por existir este espaço democrático e poder-mos nos expressar.
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26/02/2008 10:08:05 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Juarez. Por mais estranho que possa parecer, para alguns de nossos visitantes, esse debate democrático, onde cada uma das partes defende o seu posicionamento pessoal, é extremamente salutar e importante, pois ela é a essência da proposta deste espaço cultural tradicionalista gaúcho. A Cidadania Tradicionalista, como qualquer outra, envolve, necessariamente, essa e outras discussões. O resultado dessas naturais divergências sempre haverá de orientar muitos de nossos futuros visitantes. Quanto ao teor do teu novo comentário, respondemos o seguinte: 1) não há Tradicionalismo extremado, o que há é Tradicionalismo; dessa forma, pode haver o não-tradicionalista, o meio-tradicionalista e o Tradicionalista Gaúcho. Este último concorda e por isso mesmo pratica a doutrina tradicionalista que a filosofia do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, oriundo do Estado do Rio Grande do Sul, no ano de 1947, prega, ou seja, o culto, a preservação e a difusão da Tradição Gaúcha Sul-brasileira, observando a Filosofia de Atuação contida na Carta de Princípios; 2) a questão não é de radicalismo, mas de coerência cultural; o Movimento Tradicionalista, de resgate das Tradições dos Campeiros Gaúchos do Rio Grande, promovido pelos jovens de 1947, preocupou-se com o culto e a preservação dos usos e costumes deles próprios, de seus pais, avós, bisavós, todos gaúchos do interior do Rio Grande do Sul; e todos sabemos que as peculiaridades regionais da Serra, do Litoral, das Missões, da Campanha, da Fronteira ou do Planalto do Rio Grande, por tradição (transmissão de pai para filho, ao longo do tempo, dos usos e costumes tradicionais do Rio Grande do Sul), são diferentes entre si e igualmente diferem de certos usos e costumes dos “gauchos” do Uruguai ou da Argentina, e por isso não devem ser misturados, integrados, em respeito às tradições locais, próprias, singulares de cada uma dessas regiões; portanto, o Tradicionalismo Gaúcho é um Movimento Cultural Sul-rio-grandense e brasileiro; isso encontra-se claramente exposto no parágrafo único do art. 2º do Estatuto da CBTG-Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, que assim informa: “A sede simbólica do tradicionalismo gaúcho brasileiro é na cidade de Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul”; 3) o Rodeio de Vacaria não é referência nacional de Tradicionalismo Gaúcho; pode ser de “comercialismo”, “modismo” ou coisa que o valha; mas tens toda a razão ao dizer que aquele Rodeio “Crioulo” do Rio Grande longe está de ser um exemplo de Evento Tradicionalista Crioulo do RS; e não o é porque os "Tradicionalistas" dirigentes da Entidade organizadora e os do MTG/RS não estão a cumprir a Filosofia Tradicionalista do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, pois estão a descumprir a sua Carta de Princípios; e todos sabemos os motivos: a ação de politiqueiros, encostados no Tradicionalismo Gaúcho organizado com objetivos de explorá-lo com fins eleitoreiros, geram as permissividades criminosas, onde tudo pode em favor do voto; a ação do poder econômico das gravadoras e seus Grupos da Tchê “Music” - do MTB-Movimento Tchê Brasil; enfim, em função dos objetivos financeiros de certos Tradicionalistas de Ocasião, Picaretas da Tradição, Exploradores da Cultura Regional Gaúcha, Assassinos Culturais, é que resulta a corrupção cultural que assola, há muito, um Movimento que deveria estar preservando a Identidade Cultural do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul e mantendo a Tradição Gaúcha Sul-brasileira (transmissão de pai para filho, ao longo do tempo, dos usos e costumes tradicionais do Rio Grande do Sul); 4) desnaturar para ampliar só interessa a quem quer auferir lucro; a CBTG – Entidade Maior do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro – “cuja essencialidade é valorizar, organizar, defender, promover e representar as tradições e a cultura gaúcha, se caracterizando como uma sociedade civil, sem fins lucrativos” (art. 1º do Estatuto da CBTG), não tem esse fim, embora estejamos a ver inúmeras Entidades Tradicionalistas filiadas ao Tradicionalismo organizado atendendo aos interesses econômico-comercial-financeiros de setores como o musical e o da promoção de eventos, cujos fins não são nada culturais, mas meramente lucrativos; 5) um órgão cultural sem Norte, sem Filosofia de Atuação, não é um órgão, mas uma bagunça, onde qualquer um, por motivos pessoais, passa a fazer valer as suas preferências, os seus conceitos, quando o que deve estar acima destes são os objetivos e os fins institucionais, o interesse maior de culto, defesa, preservação e divulgação de um patrimônio público, por ser herança de todo o Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul e que, por isso mesmo, a ninguém é dado o poder de modificar, seja por interesses político-partidários ou comercial-financeiros; 6) é por tudo isso que, se a Carta de Princípios orienta a todos os integrantes do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro a, por exemplo, “zelar pela pureza e fidelidade dos nossos costumes autênticos, combatendo todas as manifestações individuais ou coletivas, que artificializem ou descaracterizem as nossas coisas tradicionais” (XX), essa previsão deve ou deveria ser posta em prática, protegendo, defendendo, preservando, evitando a desnaturação da cultura regional, local; cultuando-os e divulgando-os conforme recebidos dos antepassados e a sua História regional; 7) portanto, prezado Juarez, aquele que concorda e observa esses princípios filosóficos será um Tradicionalista Gaúcho Brasileiro; os que não concordam e não os praticam, poderão ser Não-Tradicionalistas ou Meio-Tradicionalistas, por estarem em desacordo com a preservação da genuína Identidade Cultural e a defesa da autenticidade dos usos e costumes tradicionais dos Gaúchos Sul-brasileiros; mas, a continuar a deseducação tradicionalista e a generalizada exploração do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, cada vez mais difícil será encontrar no atual Meio Tradicionalista a figura dos Cidadãos Tradicionalistas Gaúchos, conscientes da importância de se preservar para as gerações futuras essa riqueza tradicional herdada dos gaúchos antecedentes, que a forjaram e nos legaram, como uma herança cultural a ser transmitida às novas gerações, pelo tempo, essa Tradição dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil! Saudações Tradicionalistas Gaúchas Brasileiras e um quebra-costelas cinchado a esse Vivente Velho!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
25/02/2008 22:43:43 Juarez Mombelli - Florianópolis / SC - Brasil
Caro Sr. José Itajaú Oleques Teixeira, demorou um pouco mas finalmente percebi que você está se referindo ao extremo do tradicionalismo gaúcho, onde as bases são do povo Rio Grandense, pois é, novamente vou colaborar com este espaço e perguntar, "será?" que devemos ser tão radicais ao pondo de dizer que é no Rio Grande do Sul que está esta base cultural, deixo bem claro que sou Rio Grandense de nascimento mas vivo em Santa Catarina a mais de 20 anos, vejo aqui exemplos de tradicionalistas ao extremo, verdadeiros defensores da tradição, da mais pura cepa, no entanto no Rodeio de Vacaria que é ponto de referência nacional fazem muito anos que está "longe" de ser conciderado exêmplo, então e agora? Façamos o seguinte, sobre a "Carta de Princípios" eu deixo aqui meu apoio integral, contudo quando me refiro a "integração" não estou me referindo ao desvirtuamento da tradição, muito pelo contrário, estou me referindo a trazer para perto de nós "todos" aqueles que se identificarem com o tradicionalismo. Bem, acredito que agora estamos enriquecidos, após um debate saudável e contrutivo, espero que outras pessoas parem e participem com suas opiniões para que o crescimento do tradicionalismo gaúcho de "todas" as partes deste imenso mundo seja beneficiado. Forte abraço desde jovem tradicionalista gaúcho catarinense.
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25/02/2008 20:34:01 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Vivente Juarez. Agradecemos o teu novo comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. E como tradicionalista que é não poderia o sítio Bombacha Larga defender nas suas matérias e notícias qualquer proposta que pudesse vir a comprometer o fim maior do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, que é o de preservar, manter incólume, conservar para as novas gerações os autênticos usos e costumes tradicionais do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense. Caso contrário, poderíamos ser taxados de incoerentes, modistas, mas não de Tradicionalistas Gaúchos. O simples fato de querer "integrar" outras culturas já compromete todo o fim desse Tradicionalismo Gaúcho, que é o de cultuar, preservar, defender, divulgar e transmitir aos novos herdeiros, às novas gerações, o patrimônio cultural dos gaúchos campeiros do Rio Grande do Sul. Se os tecidos dos quimonos e dos “kilts” não são os mesmos, aqueles trajes tradicionais continuam a manter a essência cultural que carregam, há séculos; e o seu povo continua a repassá-los, preservados, para as futuras gerações. Se os dogmas são falta de bom senso ou não, só o fato de serem considerados dogmas já os impede de serem facilmente modificados. Eu posso não concordar com eles, mas a força que carregam está acima das opiniões individuais, pois atendem a interesses institucionais antigos, milenares. Corretos ou não, eles são princípios. E princípios não são colocados em discussão, pois são alicerces a sustentar uma construção institucional. Apenas, com o fim de bem esclarecer a questão debatida, queremos dizer que poucos, inclusive no próprio Tradicionalismo organizado, podem ser considerados Tradicionalistas Gaúchos. Não se pode classificar como Tradicionalista quem não segue os Princípios Tradicionalistas, a Doutrina Tradicionalista, a Filosofia Tradicionalista e as Diretrizes orientadoras do Tradicionalismo Gaúcho. Por isso continuo a afirmar que não pode haver preservação na citada e pretendida "integração cultural", pois esta corresponde a um crime cometido contra o direito que o Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul tem de cultuar e manter, pelo tempo, o seu Patrimônio Cultural recebido por herança de seus antepassados. O discurso da propagada "integração" está a atender aos interesses comerciais, não ao interesse cultural regional dos sul-brasileiros, à preservação da sua diversidade cultural, um Direito Humano garantido em todos os ordenamentos jurídicos, nacionais e internacionais. Aproveitamos o ensejo para parabenizá-lo pelo importante trabalho social desenvolvido. Ao Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro cabe, como objetivo maior, preservar a Tradição Gaúcha dos Sul-brasileiros, podendo realizar, em segundo plano, as ações sociais previstas na sua filosofia básica de atuação. Ações sociais individuais ou de organizações não-governamentais utilizando-se da Tradição Gaúcha é procedimento elogiável e que cabe ao Estado e a qualquer cidadão. Mas, temos que se enfáticos e realistas: quem usar a Tradição Gaúcha deve, por uma questão ética, utilizá-la conforme a sua autenticidade histórico-cultural. Só assim essa ação poderá ser tida como oriunda de um Tradicionalista Gaúcho. E caso um dos teus assistidos quiser vir a ser um Tradicionalista Gaúcho, peço-te que o apresentes a Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista. Ele certamente não estará obrigado a segui-la, mas pelo menos a conhecerá e saberá quais os aspectos éticos, cívicos, culturais, estruturais e filosóficos trazidos por ela, para a preservação dessa riqueza que é a Cultura Regional dos Gaúchos do Rio Grande do Sul! Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado!
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25/02/2008 10:18:10 Juarez Mombelli - Florianópolis / SC - Brasil
Caro José Itajaú Oleques Teixeira, agradeço sua interpretação de minhas poucas palavras anteriores, contudo demagógicamente falando e sem pretenções de modificar nenhum hábito ou cultura percebo certa hostilidade de sua parte a possibilidade de integração aos costumes que por ventura irão somar positivamente em nossa tradição. Pouco importa se parte da indumentária gaúcha é sobra de guerras, afinal após muitas décadas esta incorporada aos costumes tradicionais, relevando o fato de que um "brasileiro" mesmo que viva próximo a fronteira continua sendo brasileiro e se caso for um tradicionalista. Não defendo os oportunistas voltados ao capitalismo dispostos a tudo para lucrar, até mesmo desvirtuando anos de cultura e tradição. Mas quando me refiro a evolução posso lhe garantir que hoje em dia os tecidos utilizados na confecção dos kimonos ou kiltes não são mais desenvolvidos em teares manuais, pois algum capitalista já está ganhando dinheiro os confeccionando os mesmo em grandes quantidades nas fábricas textíl. Sobre dógma, volto a dizer que é um absurdo a falta de bom senso, para não dizer coisas piores, então vou pular esta parte pois não pretendo criar nenhum tipo de constrangimento. Voltando a tradição que é o que realmente importa, caro josé Itajaú, venho desenvolvendo a 07 anos um trabalho voltado a tradição e cultura gaúcha em regiões com jovens em situação de risco social, levando um pouco de tradição a estes jovens vejo como é poderosa nossa cultura, agregada a valores fundamentais e importantíssimos, chegando a cativar pessoas que não possuem histórico familiar gaúcho, contudo se apaixonam pela tradição ao ponto de adotar os valores tradicionalistas como objetivo de vida. Por tanto cabe ressaltar que o tradicionalismo está de portas abertas ao novo, pelo menos enquanto eu tiver forças para divilga-lo, onde o que mais importa é o ser humano, vejo jovens pedindo ao "Papai Noel" uma bombacha de presente ao invés de um briquedo, isso me comove profundamente e faz com que cada vez mais eu acredite no poder da tradição voltada a educação, para mim pouco importa se é uma bombacha chilena, de pregas ou favos, mas o vedadeiro valor de poder retirar das ruas jovens que poderiam estar perdidos no lado escuro da vida e trazê-los para uma roda de chimarrão iluminados por um fogo de chão, ouvindo histórias antigas e novas sobre como é bom ser gaúcho, mesmo que adotivo na tradição.
Sítio: *****
20/02/2008 20:13:15 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado visitante Juarez Mombelli. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Tens toda a razão. A educação há que estar presente em todas as ações humanas. E os Tradicionalistas Gaúchos são homens, mulheres, jovens e crianças normais, que respeitam e até gostam de outras culturas. A diferença é que quem não é Tradicionalista Gaúcho não tem qualquer compromisso com a cultura regional dos gaúchos sulistas do Brasil. Já os Tradicionalistas, estes, sim, se assim se consideram têm que ser coerentes e cultuar, preservar, defender e divulgar os autênticos usos e costumes regionais do Rio Grande do Sul. É como disse recentemente Fidel Castro, ao citar Oscar Niemeyer: “se deve ser conseqüente até o final”. Quanto à “rastra”, como a própria palavra revela, trata-se um cinto platino com prataria característica do povo espanhol, sem as tradicionais guaiacas que o cinto da tradição dos gaúchos sul-brasileiros, com origem basicamente português-açoriana, ostenta. Por isso a “rastra” é a peça da indumentária tradicional dos uruguaios e dos argentinos, mas não dos gaúchos do Rio Grande, com exceção de alguns nos limites da Fronteira, o que se justifica diante da natural e recíproca influência existente naquelas regiões. Preservar raízes é próprio de quem preserva a tradição, repassada dos mais antigos aos mais novos, pelo tempo. Invenção, imitação, importação, nada disso pode ser tradição. Não é pelo fato de estarmos vivendo na contemporaneidade que os japoneses irão alterar os seus costumes tradicionais, que as mulheres japoneses irão importar outros tipos de quimonos, mais curtos ou com zíper em vez de faixa; nem os escoceses irão encompridar os seus “kilts” ou mudar o seu tecido de quadriculado para liso. O que não podemos esquecer é que nestes tempos de capitalismo selvagem o que há, na verdade, são gigantescos interesses comerciais. Ou não seria, por acaso, mais interessante para os que exploram o mercado uma única indumentária para todos os que habitam o Cone Sul? No entanto, em nome do lucro de uns a cultura regional de todo um povo, garantida que é no ordenamento jurídico e reconhecida nos organismos internacionais como um direito a ser preservado, é assassinada, modificada, alterada, mesmo que ela seja um bem público e não particular, de uma pessoa ou de um grupo. Quanto ao dogma da Igreja Católica, se é dogma é princípio que não está em discussão. Qualquer religião têm seus dogmas, como o Tradicionalismo Gaúcho tem os seus. Ou a Carta de Princípios do MTG está redigida apenas para inglês ver? Será que para atender aos interesses dos que petendem lucrar, teremos que alterar os princípios tradicionalistas nela contidos? Podemos considerar educados aqueles que não seguem nenhum princípio, nenhuma norma, nenhuma regra de conduta? Tradicionalistas são, obrigatoriamente, preservacionistas; são os homens, mulheres, jovens e crianças que prezam muito a tradição. E esta é composta de memórias, recordações, símbolos; conjunto de usos, idéias e valores transmitidos de geração em geração; doutrinas, costumes etc., conservado num povo por transmissão de pais para filhos, no decorrer dos tempos, ao sucederem-se as gerações; tradição é ato de transmitir e entregar. Por isso, prezado Juarez, a “rastra” não pode ser tida como uma peça da tradicional indumentária dos gaúchos do Rio Grande, pois o povo gaúcho não a uso, de forma contínua, pelo tempo, nem a transmitiu, de pai para filho, de geração a geração. Mas foi assim que os “guachos” platinos a produziram, usaram e a mantiveram ao longo do tempo, preservando-a pela transmissão às novas gerações. No Rio Grande, ao contrário do Uruguai e da Argentina, o gaúcho carregava o seu relógio em uma guaiaca (bolsa), existente no seu cinturão, assim como o seu fumo, a sua palha, o seu revólver e sua munição, e o seu dinheiro. Lá nos países vizinhos a “rastra” se perpetuou até os dias de hoje, transmitida de pai para filho. No Rio Grande foi a guaica, o cinturão sem prataria e com bolsas. Agora, é o mercado presente nas capas dos trabalhos de músicos patrocinados que tenta fazê-la virar, de uma hora para outra, tradição. Mas ela, aqui, nunca foi tradição, não é nem o será, por falta de fundamentação histórico-cultural; por não ser parte da tradicional indumentária dos Gaúchos Sul-brasileiros. É apenas mais uma das tentativas do “mercado mercosur”. É claro que isso não é ensinado porque a educação tradicionalista nunca existiu, da forma que deveria, no Movimento Tradicionalista Gaúcho. E os motivos da sua ausência parecem bem óbvios: não interessa ao mercado, como também não à política-partidária, que a cidadania se concretize; que o indivíduo esteja consciente dos seus direitos, dentre estes os culturais. Alienados são mais facilmente manipulados. Por isso o nosso país encontra-se nas últimas colocaçações no mundo em educação. Por isso não podemos dizer que a maioria daqueles que integram o Tradicionalismo são Tradicionalistas Gaúchos, pois ninguém pode cultuar corretamente, defender e preservar adequadamente aquilo que não conhece. Enquanto isso, alguns poucos continuam a ganhar muito, enquanto a identidade cultural do Povo Gaúcho Brasileiro é criminosamente dizimada em nome de uma inverdade chamada de "integração cultural" ou de qualquer outro pretexto que possam usar para dilubriar aos incautos, os donos dessa rica cultura chamada Cultura Regional Gaúcha dos Campeiros do Rio Grande do Sul! Obrigado pela importante participação! Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a esse prezado visitante e colaborador!
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19/02/2008 23:11:08 Juarez Mombelli - Florianópolis / SC - Brasil
Ao ler esta matéria pensei estar por um momento cometendo algum erro em meus princípios tradicinalista, contudo ao novamente interpretar o texto percebi um alto grau de regionalismo em seu conteúdo, sendo assim me permito comentar tais afirmações segundo minhas opiniões. Primeiramente ressalto que concordo com a necessidade de uma liderânça firme, exigente aos costumes tradicionais, vindos de pessoas como meu avô Guido Mombelli ou meu pai Juarez Mombelli, que me ensinaram desde muito jovem valores da tradição. Lembro de uma vez em que estava sentado ao lado de Paixão Côrtes e Barbosa Lessa na cidade de Bento Gonçalves onde muito pequeno fazia parte de uma roda de chimarão a beira do fogo de chão ouvindo causos e debatendo assuntos ligados a cultura, quando subitamente entra no galpão um violeiro cantarolando uma música popular brasileira, imediatamente os ali presentes interromperam o falatório e passaram a ouvir o rapaz, para resumir, educação e cultura andam juntas, quem sabe as pessoas que tanto reclamam do desvirtuamento da tradição, ao invés de somente criticar passarem a colaborar na educação geral, mostrando principalmente que os verdadeiros tradicionalistas são pessoas respeitadoras e dignas de respeito, estas pessoas que tomam chimarrão, assam churrasco, dançam, laçam ou gineteiam, tem bom gosto e apreciam a boa música, boas festas e bons costumes. Hoje em dia neste mundo moderno existe lugar para a tradição, muito embora respeitando seu regionalismo, este garante que a "rastra" é tão tradicionalista quanto a "guaiaca" ou será que até neste ponto os tais críticos irão descordar. Quem sabe então seria melhor simplismente pedir para todos os tradicionalistas não mais se encontrarem, fazendo assim que deixe de haver discórdia. Para mim o verdadeiro tradicionalista é aquele que preserva suas raízes e as perpetua, lembrando que a vida soma cultura e tradição a todos os indivíduos e burrice é acreditar que somente os valores dos mais antigos são os certos, ou quem sabe a tradição se abraça a igreja católica que em pleno 2008 defende fervorosamente o "não uso da camisinha". Muito obrigado.
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Listados 15 Comentários!
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